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Maio
Sábado

KARMA: Dada Garbeck & Gala Drop

18 Maio - 22:30

DADA GARBECK

Dada Garbeck, também conhecido como Rui Souza, desenha camadas como sedimentos: cada loop inscreve-se na memória, e por lá fica enquanto os synths assentam em novas paragens, com novas texturas. “The Ever Coming” ouve-se num processo semelhante ao de cortar uma montanha e identificar-lhe as camadas, de cor em cor, de acorde em acorde, de progressão em sensação. Cada melodia anteriormente desenhada assenta e harmoniza-se com a próxima, criando a ilusão de sempre terem pertencido ao mesmo espaço, apesar de habitarem momentos diferentes.

Sinopse. O disco de estreia do vimaranense, editado com selo da Revolve, vive deste crescendo de diferentes materiais, partindo de um namoro constante com as possibilidades de um sintetizador e construindo por cima das notas que precederam as melodias de agora. “This is not Mysanthropy” estabelece a base de todo o disco, para se assoberbar em múltiplas direcções melódicas e rítmicas em “Comfortable Nap in Chaos”; segue-se a voz, que se insinua ora em murmúrio, ora em field recording, até ser o foco de todas as atenções de “Kali Yuga or the Ever Coming”. The Ever Coming não existe em excessos, em que cada novo momento pertence a uma narrativa intricada, em que tons expressionistas, intensos em sensibilidades, preenchem os espaços que a sobeja não tomou.


GALA DROP

Os Gala Drop tiveram origem há cerca de uma década em Lisboa, pelos membros fundadores Nelson Gomes e Tiago Miranda, dando-se a conhecer há altura em concertos na Galeria Zé dos Bois e tendo encetado uma tournée europeia fazendo as primeiras partes das bandas norte-americanas Excepter e Gang Gang Dance. Em 2006 o baterista Afonso Simões actualizou a banda para um trio e o som ao vivo da formação expandiu-se consequentemente, tornando-se mais rítmico, espacial e luminoso.

Em 2008 é lançado o seu album de estreia homónimo, no selo editorial da banda Gala Drop Records, materializando a proposta original que tinham criado de percussão em tempo real, processamento de efeitos, samples e sintetizadores, onde os ritmos afro- latinos e os trabalhos visionários de Lee Perry, Arthur Russell, Jon Hassell ou dos Can teriam informado uma cosmologia musical especial e convicta de que o era.

O guitarrista Guilherme Gonçalves juntou-se à banda no ano seguinte, e sucedem-se experiências ao vivo marcantes, como o concerto no Anfiteatro ao Ar Livre da Fundação Gulbenkian, inserido no programa Próximo Futuro, a tour europeia com os Six Organs of Admittance, convites para a primeira parte dos Sonic Youth no Coliseu dos Recreios e de Panda Bear, dos Animal Collective, para tocar na sua noite num festival na praia de Governor’s Island em Nova Iorque.

Em 2010 é editado o EP ‘Overcoat Heat’, na nova-iorquina Golf Channel Recordings, um registo admirável da progressão criativa da banda e da coesão estética que a ‘banda real’ oferecia a fazer uma música de dança que um jornalista descreveu como ‘rainforest futurism’. Seguiram-se novas mudanças no elenco do grupo; a partida de Tiago foi colmatada pela entrada do baixista Rui Dâmaso, enquanto que um encontro casual com Jerry the Cat, um ilustre nativo de Detroit agora residente em Lisboa, que tocou ao vivo com os Parliament, Funkadelic e John Lee Hooker na década de 70, e mais tarde na de 90 colaborou em discos e ao vivo com luminários do Techno como Derrick May, Theo Parrish ou Moodyman, leva a que este ingresse como percussionista.

Dois anos depois surge ‘Broda’, na editora do grupo, um 12’’ colaborativo com Ben Chasny (Six Organs of Admittance), muito bem recebido pela crítica e pelos fãs, que a banda encarou como um saudável desvio da rota pelo desafio criativo que constituiu, tendo ensaiado e gravado em estúdio na capital portuguesa durante uma semana com o reputado guitarrista. No mesmo ano de 2012 embarcam em nova tournée europeia e terminam a digressão com uma data memorável no clube Lux Frágil, em Lisboa, numa noite programada pela banda, em que convidam os Hype Williams, Tropa Macaca, Brian DeGraw e Kyle Hall para abrilhantar a festa. Correm também o país de lés a lés, mais do que alguma vez o tinham feito, e embarcam numa breve tour europeia e do Reino Unido com os Rangda (Chris Corsano, Ben Chasny e Sir Richard Bishop).

2013 foi um ano encarado como de abnegada entrega ao trabalho de composição e produção do novo e soberbo disco ‘II’, que no seguinte chegou às lojas. Considerado pela banda como o verdadeiro longa-duração sucessor do álbum de estreia, ‘II’ foi marcado desde logo pelo facto de Jerry the Cat cantar em vários temas e de como isso contribuiu para aprimorarem uma vez mais a identidade autoral dos Gala Drop. Percorreram o nosso país de lés a lés nos anos seguintes como nunca antes, fruto do sucesso do disco e airplay nas rádios, intercalando com datas na Europa em festivais e convites para espectáculos especiais como o desafio ‘100 Ra’ no Teatro Maria Matos, em Lisboa.

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Detalhes
Data: 18 Maio
Hora: 22:30
Categoria de EventoMúsica
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