/  Solos & Solidão – Maio & Cinema

1 SÉRIE \ 5 CICLOS

A Acrítica – Cooperativa Cultural / Carmo’81 propõe um olhar sobre a ambiguidade da solidão. É uma programação que apresenta uma série de perspectivas, em cinco ciclos, focada nos vários custos/benefícios do isolamento humano.

Maio abre esta série com a forma artística que melhor nos coloca nos sapatos do outro: o Cinema. Convidámos o Cine Clube de Viseu a participar deste ciclo, eles aceitaram e aqui estamos para aprender a diferença entre a solidão e a solitude.

“Voltar a ser criança.
E assim esquecer a solidão. Os olhos a brilhar.
Numa sala escura”

São versos da música “Cinema Paradiso” (de Dulce Pontes e Ennio Morricone) que nos levam a pensar em vários estados de solidão, a 24 imagens por segundo. O primeiro estado é a própria experiência cinematográfica, que é solitária mas que se partilha e sonha com todos. Hoje, vemos cinema isolados. Mas ainda há quem queira voltar a ser criança e esque- cer a solidão, numa sala escura. Outro estado é o do ator Harry Dean Stanton fazer-se de si próprio como um velho que mesmo à beira da morte está bem consigo mesmo e rega cactos de cuecas, em “Lucky”. Tarkovski, em “Nostalgia”, viaja a Itália para fazer um filme sobre a nostalgia da Rússia, do seu passado e cultura. O quarto estado é o desespero que leva à morte de uma criança em “Alemanha, Ano Zero”. O último esta- do é como uma crise económica de um país pode levar uma família a degradar-se e a cair em depressão, em “Colo”. Este ciclo apresenta assim dois filmes contemporâneos e dois clássicos, que retratam este estado de espirito, que para uns é um desejo e para outros é um sofrimento.

 

8 Maio, 2018 @ 21:30 — 16 Maio, 2018 @ 21:30
21:30

CCV / IPDJ

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