Dada Garbeck

Dada Garbeck, também conhecido como Rui Souza, desenha camadas como sedimentos: cada loop inscreve-se na memória, e por lá fica enquanto os synths assentam em novas paragens, com novas texturas. “The Ever Coming” ouve-se num processo semelhante ao de cortar uma montanha e identificar-lhe as camadas, de cor em cor, de acorde em acorde, de progressão em sensação. Cada melodia anteriormente desenhada assenta e harmoniza-se com a próxima, criando a ilusão de sempre terem pertencido ao mesmo espaço, apesar de habitarem momentos diferentes. Sinopse. O disco de estreia do vimaranense, editado com selo da Revolve, vive deste crescendo de diferentes materiais, partindo de um namoro constante com as possibilidades de um sintetizador e construindo por cima das notas que precederam as melodias de agora. “This is not Mysanthropy” estabelece a base de todo o disco, para se assoberbar em múltiplas direcções melódicas e rítmicas em “Comfortable Nap in Chaos”; segue-se a voz, que se insinua ora em murmúrio, ora em field recording, até ser o foco de todas as atenções de “Kali Yuga or the Ever Coming”. The Ever Coming não existe em excessos, em que cada novo momento pertence a uma narrativa intricada, em que tons expressionistas, intensos em sensibilidades, preenchem os espaços que a sobeja não tomou.

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